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ESPELHO DA ALMA*LINGUAGEM DA LUZ

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


O Sopro de Oia



Osogyian estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ògún fazia as armas, mas fazia lentamente. 
Osogyian pediu a seu amigo Ògún urgência, mas o ferreiro já fazia o possível. 
O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. 
Tanto reclamou Osaguiã que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ògún a apressar a fabricação.
Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ògún e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente. 
Logo Ògún pode fazer muitas armas e com as armas Osogyian venceu a guerra. 
Osogyian veio então agradecer Ògún. E na casa de Ògún enamorou-se de Oyá.
 Um dia fugiram Osogyian e Oyá, deixando Ògún enfurecido e sua forja fria. 
Quando mais tarde Osogyian voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. 
E lá da casa de Osogyian, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de Ògún. 
E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Osogyian da de Ògún. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor atiçava. E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ògún. 
Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias.
O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.

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