Tarot~~Espelho da Alma~~

ESPELHO DA ALMA*LINGUAGEM DA LUZ

segunda-feira, 16 de maio de 2011

LUA CHEIA DE BUDA- SIGNO ESCORPIÃO


Tempo de Autotransformação: Lua Cheia no Ciclo de Lunação Taurino

Estamos vivendo o período de preparação para a Lua Cheia mais importante do ano: a Lua em Escorpião se opondo ao Sol em Touro.
Há comemorações pelo mundo todo em homenagem a esta fase lunar. 
Eu já a analisei anteriormente, bem como o  Ciclo de Lunação em Touro, por isso sugiro que você leia minhas postagens sobre isto. 
Esta fase lunar teve início hoje, dia 16/05, á 1h07min, mas ficará exata às 8h10min (horário de Brasília) de amanhã, 17/05, a 26º 13’ de Escorpião, o signo da morte, das transformações profundas e do renascimento.
O que eu quero salientar aqui é a importância da preparação para este evento, até porque, a partir do momento em que ela se tornar exata, essa Lua ficará vazia de curso, ou seja, estará sem contato com os demais planetas, gerando certa desorientação e dificultando a concretização de iniciativas e/ou decisões tomadas neste período. 
Mas a conscientização, oportunidade inerente á oposição entre dois astros, não estará impedida, não obstante, eu insista para que você desde já comece a perceber os conflitos trazidos à tona por esta Lua Cheia.
Trata-se de encarar seus apegos e preparar-se para libertar-se deles, na área de sua vida em que esta fase de lunação estiver incidindo, pois o momento é de comprometimento com o processo de autoconhecimento e a partir daí com a autotransformação necessária à sua evolução a qual beneficiará à própria espécie humana .

Para facilitar repasso a seguir um breve perfil positivo de Touro.
Sol transitando pelo signo de Touro está focalizando os recursos em geral, sejam físicos/ materiais, sejam imateriais, pois cabe a este signo dar algum tipo de concretude ao poder criativo e às iniciativas desencadeadas durante a sua estadia (Sol) em Áries.
É o empenho taurino em dar continuidade ao que foi começado e a sua determinação em concretizar as idéias e projetos mais caros que os tornam possíveis e palpáveis, pois Touro visa não só á obtenção, mas, sobretudo, á otimização de resultados. 
Isto porque as energias ligadas a Touro se expressam através de atividades efetivas, tais como: fazer, produzir, construir, usar, manter e até mesmo legar à posteridade os frutos de esforços envidados. Afinal, é assim que este signo, predominantemente sensorial, valoriza a experiência terrena e se aprofunda nela.
Este aprofundar-se na experiência terrena, por sua vez, requer: calma, atenção, sensibilidade, comprometimento e perseverança, qualidades manifestadas naturalmente quando há a sintonia positiva com as energias taurinas.
 Sem a calma, a atenção torna-se comprometida e perde-se a sensibilidade necessária para valorizar o que é essencial em detrimento do supérfluo; neste caso, os recursos disponíveis podem ser ignorados, subestimados ou ainda usados inadequadamente.

Sem comprometimento efetivo com ideais, ideias, projetos e até mesmo interações, não há perseverança e qualquer obstáculo ou dificuldade atuará como desestímulo levando à interrupção do processo em curso, portanto ao desperdício de recursos em geral e à perda de oportunidades.
Assumir responsabilidades sócio-profissionais, ser leal, ter disciplina e determinação para prover os recursos necessários à sua sobrevivência e a de seus entes queridos são sem dúvida grandes qualidades taurinas.   
É importante, porém, identificar e reconhecer os traços negativos de Touro, sendo um dos mais característicos a tendência a apegos.
Ao contrário do que muita gente imagina, não é só o apego material que constitui a face sombria de Touro, mas qualquer tipo de apego, pois faz parte do repertório deste signo a busca de estabilidade e de segurança para que possa sentir-se confortável nesta vida.
Conservadorismo: apego ao que é conhecido, testado e aprovado pelo mundo em que vive.
Adesão aos sistemas de valores e crenças tradicionais, ditados pela sociedade na qual se insere. Vínculo com o passado, mas também com o que é rotineiro e habitual.
Apego material
Extrema identificação com o que faz e possui, de modo a extrair seu senso de identidade e de autoimportância de seus recursos materiais, bens, objetos de estimação e/ou até mesmo de seus atributos físicos.
A perda de um emprego/ trabalho, de bens materiais, de conforto, status, prestígio e até mesmo da juventude ou da beleza física causam sofrimento e desestabilizam completamente quem está em sintonia com este tipo de apego, inclusive de modo irreversível, como o atestam as notícias de suicídios e somatizações graves decorrentes de perdas materiais/físicas.
O medo da perda tem também como subprodutos a possessividade, a mesquinhez, a avareza e a tendência ao açambarcamento, inclusive de alimentos; este pode, por sua vez, levar à obesidade.
Apego Emocional
Confunde amor com posse, lealdade com complacência, gentileza com obrigação, manifestações de afeto com “grude”.
Nas relações que estabelece, seja afetiva, familiar, de amizade ou até mesmo nas parcerias profissionais, tende a manifestar ciúme e é capaz de ignorar alguns princípios éticos em nome da lealdade, que neste caso, nada mais é do que complacência.
Por outro lado, isto pode ter um preço elevado para quem se beneficia desta lealdade, pois a cobrança não se faz esperar, de modo que aquilo que seria gentileza ou até mesmo uma manifestação de afeto acaba tornando-se obrigação, até porque a face sombria de Touro pode ser bastante manipuladora.
Apego a Ideias e a ideais
Ao defender de suas ideias e percepções confunde determinação, persistência e firmeza de postura com teimosia, obstinação obsessiva e até mesmo à rispidez, esta última se dá, sobretudo, quando se sente desvalorizado ou desprestigiado.
Além da tendência a apegos, faz parte do perfil taurino negativo a estreiteza de visão que leva a confundir o ser com o ter e o fazer.
Identificação com o Fazer e o Ter em detrimento do Ser. Sensação de inutilidade e tendência à inércia.
Quando não está fazendo algo que goste ou não se sente devidamente valorizado, a vida parece desprovida de sentido e há tendência a indagar-se de que lhe adianta viver se já não é mais útil? Isto, por sua vez, pode levar à preguiça, ao sono prolongado e até mesmo a somatizações devido ao tédio ou á falta de objetivos.
Por outro lado, a resistência em fazer qualquer coisa que não lhe dê prazer pode transformar-se em hedonismo radical/improdutivo.
“Ver para Crer”: Tudo se reduz á percepção sensorial. Há tendência a restringir a visão de mundo a apenas uma área da vida, de modo ignorar qualquer coisa que escape à percepção sensorial. A crença de que se algo não tem aplicação prática ou não é tangível, é considerado “tolice”, perda de tempo e, portanto, não merece credibilidade, leva a subestimar questões filosóficas, religiosas e sutis.
Pragmatismo Frio: A excessiva identificação com a forma e com a formatação, ou seja, a preocupação excessiva com aparência, com a segurança e com o “ter que enquadrar-se no modelo ditado pelo sistema vigente” pode levar à auto-repressão, portanto inibe o livre pensar e pode até mesmo comprometer a independência acional.
O pragmatismo pode invalidar abordagens conceituais, simbólicas ou experiências mais sutis. A tendência à forte percepção sensorial pode inibir o acesso à mente criativa, à intuição e à espiritualidade.
Desafio de Touro: Usar Seus Recursos para Agregar Valor ao Mundo.
O grande desafio associado à passagem de Sol em Touro consiste em identificar os melhores recursos e potenciais de que você dispõe para poder usá-los eficientemente no mundo em que vive. 
Isto implica em empenhar-se para tornar-se uma pessoa de caráter forte/ consistente, dotada de um sólido senso de valor pessoal e de uma profunda confiança em seus recursos interiores. É isso que lhe possibilitará imprimir ás suas realizações um significado permanente, legando-as à posteridade e, assim, contribuir efetivamente para a evolução da humanidade.
Atenção! Onde quer que Touro esteja em seu Mapa Natal é aí que você terá que aprender a usar os recursos à sua disposição para tornar mais prazerosa, mais harmoniosa e mais feliz, não só a sua vida, mas a de todos com os quais convive. Isto, porém, requer a adoção de uma nova consciência em relação aos recursos físicos/ materiais e à vida terrena.
Trata-se de compreender que os recursos disponíveis são frutos do esforço construtivo de toda humanidade, sendo sua responsabilidade saber usá-los e transformá-los em algo melhor, para si e para o mundo em que vive.
Lua Cheia em Escorpião: Transformando Sombra em Luz!
 A Lua Cheia em Escorpião indica que é hora de privilegiar a sensibilidade, a harmonia e o equilíbrio, tanto internamente, quanto nas relações que você estabelece, pois a palavra-chave aqui é cooperação, seja abrindo-se ás oportunidades que o Universo lhe dá concretizar o seu autoaperfeiçoamento, seja para enriquecer suas relações afetivas e/ou comerciais.
Tenha em mente o seguinte: assumir o controle sobre a própria vida significa antes de tudo libertar-se de padrões viciados e ações compulsivas, através da disciplina e da busca constante pelo autoaperfeiçoamento.
Este é, portanto, um período que requer profundidade, transparência, comprometimento e honestidade em todas as suas ações e relações.
Nada de projetar sobre os outros suas características mais sombrias, nem exigir que eles mudem para que você continue confortavelmente na mesma.
Não é hora de recorrer a jogos de controle e de manipulação para impor a sua vontade visando atender apenas aos seus interesses, seja nas interações pessoais, seja nas sócio-profissonais. Assim como não o é também para ressentimentos, traições, vinganças, possessividade e/ou cenas de ciúmes que tumultuam suas relações e provocam toxicidade emocional.

 Mas é o momento certo para você trilhar o caminho do autoconhecimento, interessar-se por temas ligados à cura, á ecologia, à pesquisa e á espiritualidade, pois ele também é propício para você enfrentar e superar crises, bem como para administrar problemas emocionais complexos e questões que envolvam os recursos alheios e/ou compartilhados. 
Em vez de acomodar-se às situações conhecidas e repetir os mesmos rituais diários focados em objetivos pessoais e egocêntricos, experimente abrir-se à oportunidade que o Universo lhe oferece.
Esta oportunidade envolve saber separar o joio do trigo, o que significa que é hora de você se libertar do que já não lhe serve e/ou está atravancando a sua evolução. Isto inclui relações desequilibradas, nas quais você não consegue mostrar-se tal qual, bem como as que são mantidas apenas em nome do comodismo ou até mesmo para manter as aparências.
Lembre-se que é hora de otimizar seus recursos, e isto inclui seu tempo e suas energias. Manifestar seu eu aquém de suas reais possibilidades, aceitando da vida menos do que você pode, quer e merece receber não é sinal de humildade; é sinal de medo da vida!
Desenvolva o autoconhecimento, exercite a empatia, expanda a sua consciência e a sua visão de mundo para além dos estreitos limites de seu ego e de seus interesses pessoais; não para excluí-los, mas para incluir outras pessoas.
Garimpe dentro de seu interior até encontrar seus recursos mais ricos. E, sem apegos, experimente compartilhá-los com outras pessoas de coração aberto, obtendo prazer em fazê-lo. Certamente sua alma lhe agradecerá!
“Felicidade é o oposto de egoísmo. Sim, felicidade é você não caber em si enquanto egoísmo é você nunca ir além de si mesmo”. (Oscar Quiroga)
Atenção! Esta é a última semana de Sol em Touro, pois ele ingressará em Gêmeos, no dia 22/05, mas três planetas acabaram de entrar neste signo dentre eles seu regente Vênus, que simboliza no Mapa Natal o modo como você tende a se relacionar e, sobretudo, como quer dar e receber amor

CORAÇÃO O CENTRO


O centro fisiológico é o coração.


MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS
de CLARISSE PINKOLA ESTÉS 

“O centro fisiológico é o coração. Nos tantras do hinduísmo, que são instruções dos deuses aos seres humanos, o coração é o Anãhata chakra, o centro nervoso que abrange o sentimento por outro ser humano, o sentimento por si mesmo, pela terra e pelo sagrado.*

É o coração que nos permite amar como ama uma criança: totalmente, sem reservas e sem qualquer capa de sarcasmo, depreciação ou protecionismo.
(...)
...é o coração que pensa e convoca as moléculas,
átomos, sentimentos, anseios e o que seja necessário, até um único lugar a fim de gerar a matéria que realize a criação da mulher “essência”.**

Dar o coração para uma nova criação, para uma nova vida, para as forças da vida-morte-vida, é uma descida ao reino dos sentimentos. Pode ser difícil para nós, especialmente se tivermos sido feridos por uma decepção ou pela mágoa. No entanto, ele existe para ser tocado, para dar vida plena à Mulher, para nos aproximar daquela que sempre esteve por perto.

A LUA GIROU GIROU TRAÇOU NO CÉU UM COMPASSO....


LUA CHEIA DE BUDA


LUA DE WESAK
Léo Artése
Foi numa manhã de lua cheia do quarto mês lunar, que corresponde quase sempre ao mês de maio, que nasceu como um príncipe, Siddhartha Gautama.

Conta-se que numa Lua Cheia de maio, nasceu Siddharta, filho do Rei Suddhodana e da Rainha Maia. O rei sentiu que todos os seus desejos estavam realizados com o nascimento do filho Siddarta Gautama, que significa “Aquele que realiza os desejos” ou “Desejo realizado”
A mãe de Siddhartha faleceu uma semana após o seu nascimento e passou a ser criado por sua tia sua tia Mahaprajapaty. Seu pai não desejava que Siddharta visse o lado negativo da vida, lhe propiciou treinamentos especiais em literatura e artes marciais. Ele dava tudo a ele para que não se interessasse em conhecer a realidade da vida.

Quanto tinha 16 anos concordou em se casar escolheu Yasodhara para ser sua esposa e tiveram um filho, Rahula. Durante anos o príncipe viveu protegido dos sofrimentos da vida, dentro do palácio. Cresceu como um nobre, entre prazeres, mas sempre seus pensamentos voltavam-se para o problema do sofrimento, tentando compreender o verdadeiro significado da vida.

Ao completar 29 anos, pediu a um dos guardas que o levasse para conhecer a Cidade. Eles escondidos saíram. A primeira coisa que viu Sidarta, foi um triste e velho mendigo pedindo esmolas e conheceu a realidade da velhice.

No quarto encontro impressionou-se ao encontrar um monge errante que mendigava alimento, e notou um expressão serena, tranqüila e feliz em seu rosto, e viu o desapego.

A segunda foi um doente ardendo em febre e conheceu a realidade da doença.

A terceira foi um viu um homem morto numa pira funerária e compreendeu a realidade da morte.

Ele viu a velhice, a doença e a morte.

Ao voltar para o palácio ele vê um velho monge, com a cabeça raspada, vestido com um velho manto, alimentando-se do que as pessoas davam a ele. Sómente ele parecia ter encontrado o significado, o sentido da vida. Impressionou-se ao ver o monge errante com uma expressão serena e feliz , conheceu desapego.

Na noite seguinte Sidarta abandona o palácio em silencio, deixando sua esposa e filho. Raspou sua cabeça, cobriu-se com um manto e partiu para a floresta em busca da resposta para os sofrimentos do mundo. Fez longas viagens, aprendendo com mestres e homens santos.

Recolheu-se floresta, fazendo rigorosa disciplina ascética por 6 anos. Nesse período, alimentava-se comendo apenas um grão de arroz ou uma semente de gergelim há textos que digam que foi uma semente de cânhamo.

Praticava a redução da respiração, e foi ficando com um corpo raquítico, parecendo morto.Até que um dia atravessando exauto, com dificuldade um rio, deitou-se enfraquecido na margem, conta uma história que passou um barco por ele, onde um professor de citara ensinava a seu aluno:

Se esticar demais a corda ela arrebenta...se deixá-la frouxa ela não faz musica.

Essas palavras soaram como uma grande verdade na alma de Sidarta, Uma mulher da Vila que passava por ele, Sujata, lhe ofereceu uma tijela com alimento e ele aceitou. Os seus discípulos ao verem se alimentando, sentiram-se traídos e o abandonaram.

Ele levantou e sentou- se sob uma árvore (figueira) e meditou profundamente. Nas suas visões enfrentou demônios, a ilusão, os desejos.

Meditando na árvore do conhecimento, a Árvore Bodhi, Para testa-lo, o deus Mara (Rei dos demônios) enviou três de suas filhas, O demônio representa o mundo terreno (ego) das aparências, e tentava passar-lhe dúvidas, mas ele argumentava com Mara que sua vida tinha ganho novo sentido e que ele não se apegava aos desejos. E Mara disse a ele para entrar logo no Nirvana, o que lhe trouxe certa dúvida, mas percebeu que o seu bem estar não estava acima de compartilhar uma consciência mais elevada com as pessoas.

Enquanto meditava. Mara, sabia que seu poder para desvirtuar a humanidade estava ameaçado. Durante a noite, muitas distrações surgiram, sêde, luxuria, descontentamento e distrações de prazer. E ao longo de Sua concentração meditativa, Ele foi tomado por visões de incontáveis exércitos atacando-O com as mais terríveis armas. Mara enviara um exército de demonios para destruí-lo. Mas por causa de Sua meditação indestrutiva Ele pode converter negatividade em harmonia e pureza, as flechas lançadas se transformaram em flôres.

Então Mara envia três tentações, suas três filhas : o Desejo, Prazer e Cobiça, que se apresentaram como lindas mulheres, ardorosas para dar e receber prazer, apareceram, como belíssimas mulheres, para distraí-lo ou seduzí-lo. Outros assumiram formas de animais ferozes. Mas seus rosnados, ameaças e qualquer outra tentativa foram em vão para tira-lo de sua meditação, ele permaneceu imóvel, sentado em um estado de total meditação, alcança todos os graus de realização, adquirindo o conhecimento de todo o Seu ciclo de mortes e renascimentos. A terra tremeu e uma chuva caiu de um céu totalmente sem nuvens em resposta à Sua suprema conquista.

Com o amanhecer Ele se levantou como Buda ou "O Iluminado", numa noite de Lua Cheia de maio, com a idade de 35 anos. Seus desejos e sofrimentos haviam terminado e como Buda, o Iluminado, Aquele que Despertou experienciou o Nirvana.Teve a compreensão que todos os sofrimentos provém de ilusões e por as pessoas não compreenderem que dentro de si está a iluminação, o Buda.

Ele compreendeu que o sentido da vida não era encontrado nem numa ilusão do palácio e nem numa vida miserável. Que existia um caminho do meio, compreendeu que a vida se estende por todo o universo, do passado até o futuro. Compreendeu a essência da vida do universo, e que sua vida fazia parte dela. Ele teve consciência total do destino (lei da casualidade) de toda a humanidade e fundou o budismo na história espiritual da humanidade.

Com a iluminação, ele encontrou a forma de superar os sofrimentos humanos - o nascimento, a velhice, a doença e a morte.Pregou por 45 anos o Caminho do Meio, o Caminho do Dharma, através das 4 nobres verdade:

No Pico da Águia,(distante da cidade), pregou diversos ensinos e os compilou no que seria o Sutra de Lótus, seu mais elevado pensamento, ensinado durante seus últimos oito anos da vida.

1- A nobre verdade do sofrimento.
2- A nobre verdade da causa do sofrimento.
3- A nobre verdade da extinção da causa do sofrimento.
4- A nobre verdade da senda que leva à extinção do sofrimento.
OS 8 GRANDES ENSINAMENTOS DE BUDA

A Crença Correta: é a crença de que a Verdade é o guia do Homem;
A Resolução Correta: ser sempre calmo e nunca fazer dano a nenhuma criatura viva;
A Palavra Correta: nunca mentir, nunca difamar ninguém e nunca usar linguagem grosseira ou áspera;
O Comportamento Correto: nunca roubar, nunca matar, e nunca fazer nada de que uma pessoa possa mais tarde arrepender-se ou envergonhar-se;
Ocupação Correta: nunca escolher uma ocupação que seja má, tal como falsificação, manejo de coisas roubadas e coisas semelhantes;
O Esforço Correto: procurar sempre o que é bom e afastar-se do que é mau;
A Contemplação Correta: ser sempre calmo e não permitir-se pensamentos que sejam dominados pela alegria ou pela tristeza;
Concentração Correta: consegue-se quando todas as outras regras forem seguidas e uma pessoa tenha atingido o nível da paz perfeita".
Conta-se que faleceu aos 80 anos, ingerindo um alimento estragado. Ele sabia que iria morrer e chamou seus discípulos, e disse: Agora basta, é o momento de partir.

"Depois virou-se para os seus discípulos e quis saber se alguém tinha alguma dúvida. Ninguém disse nada. Três vezes fez a pergunta, mas todos permaneceram em silêncio. Disse então suas últimas palavras:

"Tudo que foi criado está sujeito à decadência e à morte. Tudo é transitório. (A única coisa verdadeira é: Trabalhem a própria salvação com disciplina e paciência."

Buda morreu sorrindo. Seus ensinamentos, espalharam-se no mundo todo.


Gautama-buddh

sábado, 14 de maio de 2011

Festival do Sol da Meia Noite-

Festival do Sol da Meia Noite,dedicado a *Ing*,deus escandinavo da luz.Padroeiro da casa e da lareira,seu símbolo é a runa *Ing*o facho de luz que ilumina e abre novos caminhos.Mentalize,ao nascer do Sol,a runa como um portal de entrada para a luz,abrindo uma nova fase de desenvolvimento pessoal e crescimento espiritual.Projete neste portal seu projeto e objetivo,iluminado e renovado pela luz solar.Assuma um novo compromisso para consigo mesma e peça ajuda a luz maior !

Anuário da Deusa -Deusa Auset*dia 14 de maio

Deusa Auset:uma das antigas representações da deusa Ísis como rainha suprema,criadora da vida,das estrelas e dos planetas.

sábado, 14 de maio de 2011

Pensamentos e Imagens 26


O modo de integração da mitologia na vida é o caminho do ritual. Deve-se ritualizar tudo o que é essencial para a vida diária.Joseph CampbellHoje somos carentes de rituais e isso torna a vida mais banal, mais sem graça, mais pobre. Ritualizar nossos momentos importantes, sejam eles felizes ou tristes, como que os “aporta” em nossa vida e dá a eles um significado maior. Os rituais falam à nossa alma!
Eles não precisam ser coletivos, nem inseridos na cultura. Podem ser absolutamente pessoais e singelos: acender uma vela para agradecer algo que a gente resolveu, queimar coisas para marcar o fim de um ciclo, parar e tomar uma taça de vinho para celebrar um momento de conquista, por flores em nossa casa para nos dar um carinho em um momento de tristeza, etc etc.
Experimente, cara leitora-caro leitor, ritualizar o que lhe é importante e veja como faz diferença, não no mundo concreto, mas dentro de você!

“As serpentes

 


“As serpentes
despertam-me a curiosidade, porque não são amáveis. 

Apetece-me passar esta noite de vigília, não dormir, ou dormir fora do meu lugar, para que mesmo os meus sonhos, durante a noite, sigam outra corrente. Eu peço à vida continuação e silêncio; “on demande à la vie apaisement et silence”.

Um dia virá 
em que será possível ver 
que não sei, 
mas o que procuro se desenha, 
e perece. 
Não tenho a força necessária para interromper ainda esta noite.” 

“Le serpent qui ne peut changer de peau périt. De même les esprits que l’on empêche de changer d’opinions; ils cessent d’être esprits”.

 In finita
De Maria Gabriela Llansol

MÃE TERRA




É um estado de espirito onde vamos direto a ELA, a natureza, onde vamos além do que nos disseram ser a realidade para realmente SENTIR o que é a realidade.

Nós pagãos(ãs) nos sabemos parte DELA, sentimos em nós o Deus e a Deusa em seus movimentos.

Por isso um (a) pagão sente os ciclos da vida e os celebra, as luas cheias e novas, os trabalhos da crescente e da minguante, sabe quando o sol nasce, o meio dia, o crepúsculo que nos é porta e a noite escura,véu que nos permite atravessar as fronteiras e nos aventurarmos em outros mundos pelo SONHAR.

Há uma mudança profunda que se opera em nós quando deixamos de lado o condicionamento, o "que fizeram de nós" e ousamos ser "o que somos".

O xamanismo coloca que neste caminho de auto-descobrimento e auto-realização, passamos por uma caverna, um lugar onde enfrentamos nossos fantasmas interiores, um lugar onde temos que aprender a integrar nossa sombra ao todo que somos.

A sombra quando não integrada gera uma turbulência na nossa totalidade e aspectos nossos não resolvidos podem vir à tona.
(...)
NUVEM QUE PASSA

sexta-feira, 13 de maio de 2011

LUA CHEIA DE BUDA


O Festival de Wesak
Lua cheia de Buda (Touro)
O que deveria ser realizado em cada lua cheia de Touro?
1. A liberação de certas energias que podem afetar poderosamente a humanidade e que, se liberadas, estimularão o espírito de amor, de fraternidade e de boa vontade na Terra. Essas energias são tão definidas e reais como são as de que se ocupa a própria ciência que as chama de raios cósmicos.

2. A fusão de todos os homens de boa vontade no mundo em um todo integrado e com capacidade de resposta.

3. A invocação e a resposta de certos Grandes Seres, Cujo trabalho pode ser, e será possível, se o primeiro destes objetivos for atingido, graças à realização do segundo objetivo. Meditem nesta síntese dos três objetivos. Por que nome estas Forças Vivas são chamadas é inteiramente imaterial. Podem ser considerados como os vice-regentes de Deus, que podem e cooperarão com o Espírito de Vida e de Amor sobre o nosso planeta, aquele no qual vivemos, nos movemos e temos nosso ser. Certos pensadores podem considerá-los como os Arcanjos do Altíssimo, cujo trabalho tem sido possível pela atividade do Cristo e do Seu corpo de discípulos, a Igreja verdadeira e viva. Outros os considerarão como os Guias da Hierarquia planetária, que se encontram por detrás de nossa evolução planetária e que raramente tomam parte ativa exterior nas atividades do mundo, deixando isso para os Mestres de Sabedoria, salvo nos casos excepcionais como o atual. Qualquer que seja o nome pelo qual os chamemos, eles estão prontos para ajudar, se o apelo for feito com força e poder suficientes por parte dos aspirantes e discípulos no momento da lua cheia de Touro e da lua cheia de Gêmeos.

4. A evocação de uma atividade enérgica e concentrada do lado interno realizada pela Hierarquia de Mestres, essas  Mentes iluminadas à quais foi confiado o trabalho de direção do mundo. Deseja-se uma resposta e pode ser obtida entre os três grupos:
- a. A expectante e (nesse momento) ansiosa Hierarquia – ansiosa porque nem mesmo Eles podem dizer como reagirá a humanidade, e se os homens serão suficientemente sensatos para aproveitar a oportunidade oferecida. Os Mestres aguardam, organizados sob a direção do Cristo, o Mestre dos Mestres e Instrutor de anjos e homens. Ele foi instituído como o intermediário direto entre a Terra e o Buda, Aquele que, por sua vez, é o intermediário consagrado entre a Hierarquia expectante e as forças atentas.
- b. Novo Grupo de Servidores do Mundo, cujo objetivo é a paz do mundo, composto nesta época por todos os servidores sensíveis e consagrados da raça, que tem o propósito de estabelecer a boa vontade na Terra, como a base para a futura vida e expansão mundiais. Originalmente, este grupo era formado por uns poucos discípulos aceitos e aspirantes consagrados. As suas fileiras foram abertas, ultimamente, a todos os homens de boa vontade que trabalham ativamente por uma verdadeira compreensão, que estão prontos a se sacrificarem para ajudar a humanidade, que não vêem nenhuma linha de separação, mas têm, isso sim, o mesmo sentimento para com os homens de todas as raças, nacionalidades e credos.
- c. As massas dos homens e mulheres que responderam às idéias que foram lançadas, e que reagiram favoravelmente aos objetivos de compreensão internacional, interdependência econômica e unidade religiosa.
À medida em que estes três grupos de pensadores e servidores se tenham contatado, quando os três grupos possam estar alinhados, ainda que momentaneamente, muito pode ser realizado; as portas da nova vida podem ser abertas para dar passagem ao influxo de novas forças espirituais. Tal é o objetivo e a idéia do Grupo.
Que importância tem para vocês, pessoalmente,esta lua cheia de Touro? Parece-lhes ter suficiente importância para realmente significar tão grandes esforços a vocês? Crêem sinceramente que neste dia pode haver realmente uma liberação de energia espiritual suficientemente potente para mudar os assuntos do mundo, desde que os filhos dos homens desempenhem sua parte? Acreditam realmente, e estão prontos na prática, a apoiar a crença de que nesse dia o Buda, em cooperação com Cristo e com a Hierarquia de Mestres Iluminados, mais a ajuda oferecida por alguns dos Tronos, Principados e Poderes da Luz, que são a correspondência superior dos poderes das trevas, estão prontos a executar os Planos de Deus, quando for dado o direito e a permissão dos homens? A principal tarefa de vocês na atualidade, não é lutar contra os poderes do mal e as forças das trevas, mas despertar o interesse e mobilizar as Forças da Luz e os recursos dos homens de boa vontade e de inclinação correta no mundo atual. Não resistir ao mal, mas organizar e mobilizar o bem e assim fortalecer as mãos dos trabalhadores que estão do lado do direito e doar amor, para que o mal tenha menos oportunidades.
Se vocês tiverem fé no que lhes disse, – ainda que seja do tamanho de um grão de mostarda – se tiverem uma crença firme no trabalho do espírito de Deus e na divindade do homem, então esqueçam-se de si próprios e consagrem cada um de seus esforços, a partir do momento em que receberem esta comunicação, para a tarefa de cooperar no esforço organizado, a fim de mudar o curso dos assuntos mundiais, por meio de um acréscimo no espírito de amor e de boa vontade no mundo durante este mês.
 Ensinamentos da Antiga Sabedoria consideram Wesak o momento mais significante do ano, quando um real evento celestial ocorre e se manifesta sobre a Terra. Considera-se que o Festival de Wesak seja um tempo em que o próprio Deus, transmitindo através de Buda e de Cristo, envia um benção para a Terra. Durante séculos tem sido celebrado na Índia e sempre ocorre na Lua Cheia de Buda. Durante esse tempo, a humanidade pode se alinhar completamente com forças espirituais que não estão à disposição em outras ocasiões do ano. A força dessa benção nos estimula espiritualmente e nos deixa mais preparados para servir completamente ao Plano Divino.

Próximo ao Nepal e rodeado pelas montanhas dos Himalaias, fica uma área de terra protegida. Um caminho, entre passagens estreitas, eventualmente se abre para um vale coberto de grama. Vários dias antes da Lua Cheia, buscadores espirituais entram no vale e aí montam tendas coloridas. Na parte norte do vale há uma grande rocha plana onde é colocada uma grande vasilha de cristal cheia de água. Logo antes da Lua Cheia, Cristo, os Senhores, os Mestres, os Arcanjos e os Iluminados que guiam o planeta Terra se reúnem ao redor dessa rocha para orar.
  Poucos minutos antes do momento exato da Lua Cheia, pode se ver uma pequena luz no céu. À medida     que ela se aproxima e cresce em claridade, a forma do Buda, com seu robe cor de açafrão e com as penas em posição cruzada, pode ser vista no céu.

No momento exato da Lua Cheia, Buda, suspenso sobre a rocha, estende sua mão em uma benção em direção a Cristo, que, representando a Humanidade, a recebe para distribuição. Então é pronunciada a Grande Invocação, enviando uma forte corrente de gratidão, da Humanidade para o Próprio Deus. Enquanto Buda envia sua Benção de Iluminação e Cristo envia sua Benção de Amor, a estrutura atômica e molecular da água se altera, recebendo uma infusão de Sabedoria. Ela é então distribuída em pequenas porções e levada ao mundo para ser compartilhada.
O Festival de Wesak é um momento poderoso de intenso serviço espiritual, feito da Humanidade para Deus e de Deus para a Humanidade, através de Buda e de Cristo. Durante os 8 minutos dessa celebração, o universo inteiro faz uma ligação unindo a humanidade com a Fonte da nossa criação, a que chamamos Deus. Os efeitos espirituais permanecem até o próximo Festival de Wesak !

O Céu Hoje


Hoje é sexta feira, dia de Vênus, regente de Touro, Libra e da Sefira Netsach
Vênus/Mercúrio/Júpiter em Áries, Marte em Touro , Lua em Libra .

Às 12:56 (horário de Brasília) a Lua entra no signo de Libra, espaço regido por Vênus,

Quando a Rainha entra no reino dos Balança mas não Cai, um dos territórios de Vênus, a necessidade por elegância se torna primordial. 

Por exemplo, quando o deputado federal Gabriel Chalita nasceu o Sol passava por Touro e a Lua por Libra . Ele já avisou que vai disputar a prefeitura de São Paulo e pede pacto de elegância . Vejaaqui

O trio continua junto : Vênus/Mercúrio/Júpiter em palco Ariano . Aqui encontramos um estimulo para a comunicação, para o amor e para as finanças. Uma configuração desta natureza tende a ser muito propícia , trazendo  momentos felizes tanto no campo amoroso quanto no financeiro. Mas algumas pessoas precisam tomar cuidado com excessos que podem ser prejudicais. Pessoas que possuem algum planeta no finalzinho de Aries no mapa natal, precisam ficar atentas.

Líder por excelência, a Vênus Ariana comanda a Lua Libriana e o Marte Taurino, que se encontram em seus territórios. A brincadeira  “façam o que a chefa mandar”  promete ser boa.

O trio encontra-se em Chessed , a esfera de Júpiter, no Pilar da Misericórdia ou Piedade. E antes que a experiência espiritual da Visão do Amor amadureça, podemos encontrar  fanatismo, hipocrisia, gula e tirania.

Arianos do últimos decanato : antes de oferecer sua obra ao público, é preciso amadurecê-la para que não haja  decepção. Vênus e Mercúrio prometeram  mais do que são capazes de realizar. Preste atençã

SENHORA DAS ÁGUAS QUE CORREM

Na Rússia celebravam-se as Russalkas, espíritos femininos da água, cuja dança noturna proporcionava o crescimento e a maturação das plantas. Elas se apresentavam como lindas moças vestidas com roupagens de folhas verdes e serpentes nos cabelos, trazendo as chuvas para o campo. No final do verão elas se escondiam no fundo dos rios onde permaneciam até a primavera seguinte e recebiam oferendas de pão e sal. Com a cristianização, as Russalkas foram sincretizadas com a Virgem Maria resultando assim a figura de Mari-Russalka, protetora das águas e dos salgueiros.
Na Romênia, nos períodos de seca, as moças das aldeias se cobriam com folhas e galhos verdes e dançavam nas ruas pedindo chuva, enquanto a multidão jogava sobre elas baldes com água e recitava orações para os espíritos das águas. Na Índia, monges budistas atraem a chuva vertendo água em pequenos orifícios feitos no chão dos templos; as mulheres amarram um sapo a uma peneira giratória, cantam pedindo chuva e despejam água sobre o sapo. A crença no poder da serpente trazer a chuva é revelada pelos dois grandes festivais hindus na estação chuvosa, quando imagens de serpentes são banhadas e orações de gratidão entoadas. Vários animais são vistos como guardiões ou totens das divindades da chuva como sapos, serpentes, répteis. Em certos lugares, determinadas pedras eram honradas como intermediárias para pedir a chuva ao serem imploradas, molhadas ou submersas. Se a chuva fosse forte demais, elas eram colocadas perto do fogo para secarem. O comportamento de diversos animais podia indicar a chuva: gritos de pássaros, procissão de formigas, voo baixo de corvos, gansos, andorinhas, vagalumes, enquanto o agravamento de certas dores ou doenças humanas também servia como alerta.Atualmente a chuva perdeu seu simbolismo e significado sagrado e religioso. Para muitos de nós, ela tornou-se um inconveniente e uma preocupação em relação às nossas atividades corriqueiras, sem a respeitarmos como uma força divina. Não nos preocupamos com as consequências de muita ou pouca chuva, a não ser que se tornem manchetes de jornais ou noticiários repetidos até exaustão pela TV. Mesmo assim, depois de passar o impacto da destruição causada pelas enchentes, deslizamentos de terra ou a perda das colheitas devidas à seca, voltamos para o nosso ritmo cotidiano e reclamamos quando aumentam os preços de legumes ou de frutas.

Nesta época, quando a Mãe Natureza nos alerta sobre os nossos erros ao agredir, poluir e explorar os recursos da terra até a sua exaustão, não percebemos que os sinais que chegam a nós, as “lágrimas do céu”, são verdadeiras mensagens, para evitarmos perpetuar os mesmos comportamentos de cobiça, violência e devastação. Somente com uma mudança radical de valores e atitudes, no nível individual, coletivo e global ,poderemos evitar que novas catástrofes naturais nos mostrem o quanto erramos e abusamos da complacência das divindades perante nossa falta de responsabilidade em relação ao Todo.

Mirella Faur

SENHORA DAS ÁGUAS QUE CORREM

Na Grécia, a lenda de Dánae relata como a linda donzela tinha sido encerrada pelo pai num local subterrâneo blindado de bronze para evitar que engravidasse. Mesmo assim ela foi fecundada por Zeus, que entrou no recinto transformado numa chuva de ouro, pingando por uma fenda no teto. A conotação sexual da chuva como o sémen dos deuses também é encontrada entre os índios da América Central, que consideram a chuva a semente do deus do trovão. Entre os Astecas, o deus da chuva regia os raios e trovões. Os Incas acreditavam que a chuva era retirada pelo deus das trovoadas da Via Láctea, vista como um grande rio no céu.
Para muitas civilizações centradas na agricultura, a chuva equivalia ao poder criador com o sangue, o que justificava os muitos rituais de sacrifício de animais e mesmo de seres humanos, cujo objetivo era a fecundação da terra. Para nossos antepassados, eram os deuses que controlavam a quantidade de chuva, e as lágrimas eram frequentemente associados aos deuses da chuva, talvez uma consequência dos sacrifícios de crianças. Na Bolívia, em Tiahuanaco, tem um antigo monumento chamado “Porta do Sol”: um arco, sobre qual tem a figura do deus celeste com a cabeça cercada de raios do sol; da lança na sua mão ele projeta raios, enquanto dos seus olhos correm lágrimas que representam a chuva. "Lágrimas do céu" é um tema encontrado também no sudeste dos Estados Unidos, onde o culto do sol praticado por algumas tribos inclui um conjunto de emblemas, rituais e símbolos religiosos como conchas, esculturas em pedra, jarros de cerâmica e outros itens gravados com rostos com olhos chorando. A chuva combinada com trovões inspirou mitos e histórias impressionantes, temida como uma combinação celeste enviada pelos deuses para punir os pecados como mentira, incesto, roubo, maus-tratos de animais, desperdício de alimentos ou não honrar juramentos. Seca, fome e destruição de lavouras pelas enchentes ou granizo representavam a vingança dos deuses. Para os antigos hebreus a chuva era a benção divina como retribuição pela obediência humana às leis de Deus. No Gênesis menciona-se a separação das águas, o reservatório da chuva sendo o tesouro divino cujas chaves eram guardadas por Deus.

As secas eram vistas como punição pelos pecados da volúpia, cobiça, avareza, maldade, mentiras, roubos e pelas práticas pagãs. No Antigo Testamento, esta punição foi realizada em grande escala, Deus abriu as forças do céu para chover sobre os ímpios por quarenta dias e quarenta noites. Em um mito mexicano a Deusa Chalchihuitlicue, da “saia de jade”, foi responsável pelo Grande Dilúvio que destruiu o mundo na última era devido ao desequilíbrio humano. Porém ela decidiu salvar alguns escolhidos, construindo uma ponte que ligava o quarto mundo ao quinto para que pudessem passar e depois enviou chuvas torrenciais afogando todos os que tinham cometido atos de maldade e violência contra seus semelhantes ou os seres da natureza. Os povos que a honravam faziam procissões para seus templos, pedindo chuvas suficientes para fertilizar a terra, mas sem inundá-la. Uma reminiscência das antigas celebrações das Deusas astecas da chuva existe no México na comemoração da Virgem de Zapopan.

Na Guatemala a cerimônia da chuva era celebrada com danças de mulheres segurando moringas cheias de água, batendo tambores e sacudindo chocalhos, enqu
anto invocavam as chuvas purificadoras e fertilizadoras. Os índios pueblo realizam até hoje cerimônias para invocar o Povo das Nuvens e atrair a chuva, enquanto os hopis fazem elaborados desenhos com areias coloridas representando nuvens e as danças de alegria pela chuva. Os dançarinos apaches se vestem com trajes que imitam os animais sagrados, como salamandra, sapo, tartaruga, peixe e entoam canções e orações para propiciar a chuva. Os indios chaco acreditam que a chuva é um espirito montado em um cavalo, enquanto outras tribos norteamericanas acreditam que jogar certa espécie de aranha na água, ou molhar a cauda do búfalo e salpicar água na terra, eram práticas para atrair a chuva. Os aimaras de Peru seguem até hoje um ritual especial na seca prolongada. O xamã da tribo vai até o lago Titicaca e enche várias vasilhas com água, sapos e plantas aquáticas, deixando oferendas para os espíritos do lugar. Homens em balsas o acompanham tocando flautas e tambores e orando para os espíritos das montanhas. Uma procissão de homens e mulheres conduzida pelo xamã sobe a montanha Atoja e deixa as vasilhas com água e sapos em dois altares em pleno sol, orando para o Pai e a Mãe da montanha para enviarem a chuva. Com o calor solar, a água evapora e os sapos gritam em desespero, lamento que compadece os espíritos da montanha e para salvarem os sapos, eles enviam a chuva refrescante. No Japão, no primeiro dia do festival dos mortos, milhares de pequenos barcos são preenchidos com comidas e mensagens para os parentes falecidos e os ancestrais. Pede-se aos espíritos que entrem nos barcos, que são soltos na água passando sob um símbolo shintoista em forma de arco, representando a Grande Mãe, o portal para entrar e sair da vida, o santuário das almas errantes. Na China a deusa Xiumu, a "Mãe da Águas" era homenageada nas fontes d'água na época das chuvas e inundações, pedindo-lhe que as suas dádivas viessem na medida certa . Em Hong Kong comemorava-se a Deusa d'água Tien Hou, Rainha do céu, regente do oceano e da estrela do norte, que protegia os marinheiros e pescadores, orientando os ventos e flutuando no meio das nuvens para descobrir e salvar aqueles que corriam perigo. Os hindus celebravam Ranu Mbai, a regente da chuva, fertilidade e primavera; as mulheres estéreis a reverenciavam levando vasilhas com água de chuva para as suas estátuas, molhando-as e pedindo que fertilizasse e abençoasse seus ventres com o dom de gerar a vida. Na Austrália os aborígenes honravam Wonambi, a Deusa da chuva e fertilidade, vista como a serpente guardiã do arcoíris; na África do Sul comemorava-se a Deusa Mbaba Mwana Waresa, guardiã da chuva e do arco-íris. Mokosh era uma antiga Deusa eslava da terra e da água, cujo culto sobreviveu até o século XVI na Sérvia; ela regia as águas do céu e da terra, a umidade, a fertilidade, os animais aquáticos e a pesca. Era simbolizada por pedras com formas de seios e acreditava-se que ao sacudi-las, o leite nelas contido se manifestava como chuva. Na época de neca, as pessoas iam em peregrinação para os rochedos a ela consagrados pedindo saúde, sorte e prosperidade. No folclore russo seu nome sobreviveu como Mokushka, espíritos femininos que sobrevoavam as casas, protegendo ou assombrando e tecendo durante a noite em teares invisíveis. Na antiga Grécia e Roma os regentes da chuva eram Zeus e Júpiter, cujos sacerdotes sacudiam galhos de carvalho - sua árvore sagrada - jogando também pequenas imagens dos deuses nos rios para atrair a chuva. Nos países anglo-saxões os druidas lançavam jatos de água sobre moças nuas ou sobre bonecas vestidas com folhas, prática ainda existente em alguns lugares remotos da Europa. Havia procissões conduzidas pelos druidas para certas fontes sagradas ou locais mágicos, onde eles batiam na superfície da água ou jogavam água sobre pedras especiais. A igreja cristã apoderou-se destas tradições, os padres substituíram os druidas e continuaram as procissões levando imagens de santos; mesmo cristianizadas, com o passar do tempo, estas práticas foram consideradas pagãs e proibid

SENHORA DAS ÁGUAS QUE CORREM



QUARTA-FEIRA, 11 DE MAIO DE 2011

SENHORA DAS ÁGUAS QUE CORREM

Divindades da chuva


A chuva é um símbolo universal de fecundidade e fertilidade, doadora e sustentadora da vida animal, vegetal e humana, um verdadeiro fluido divino. Na maioria das antigas culturas e tradições nativas o Principio Feminino era representado pela água, regida pela Lua.
A fonte da vida era simbolizada pelo oceano primordial que cercava a terra, assim como o liquido amniótico envolvia o feto. Rios, correntes, fontes, lagos, mares eram associados à “Senhora das águas que correm”, um termo que revelava a natureza fluida e mutável da Deusa. No período neolítico a Deusa era venerada como a fonte de água, que sustentava a vida e caia do céu em forma de chuva ou brotava da terra como fonte, rio ou lago.

Assim como a constelação da Via Láctea representava a energia nutridora nascendo dos seios da Mãe Celeste, a Mãe Terra era cercada pela água dos mares, que, ao evaporar e cair como chuva, a fertilizava e sustentava a vida de todos os seres. A água era o poder gerador, fertilizador e nutridor da Grande Mãe, que ela oferecia ou guardava. Vasilhas de leite simbolizavam aprópria Deusa, como comprovam as estatuetas das deusas da Mesopotâmia segurando o vaso da vida ou o hieróglifo da Deusa egípcia celeste Nut sendo um jarro. Inúmeros vasos com seios e decorados com linhas paralelas, ondulantes e em ziguezague, espirais ou semelhantes às letras V e M, que eram os símbolos da água, encontrados na Creta e Grécia personificam as Deusas Celestes, cujo leite nutridor caia dos seus seios em forma de chuva. Os jarros representavam o ventre da Deusa, de onde fluía a água doadora da vida como leite ou chuva. Leite, água, chuva e orvalho eram atributos femininos e lunares, fertilizadores e nutridores. Na antiga Suméria o céu era a própria Deusa e as nuvens carregadas de chuva seus seios plenos de vida. Inanna era reverenciada como Rainha do céu e regente da chuva, que ao cair sobre a terra fazia as sementes germinarem. Um lindo verso de um hino dedicado a Ela descreve assim as dádivas de Inanna:“Eu piso sobre as nuvens e a chuva cai, eu piso sobre a terra e as sementes se abrem e florescem”. Reverenciadas como forças poderosas - que podiam ser benéficas ou não -, a água e a chuva eram associadas a um sistema complexo de rituais e magias, para invocar e direcionar seu fluxo, principalmente nas regiões áridas. Nas comunidades primitivas a pessoa mais importante era o xamã encarregado dos rituais de chuva; em todo o mundo antigo e entre etnias diversas e radicadas em lugares diferentes, eram constantes os rituais dedicados à chuva, para que ela caísse sobre a terra na época e medida certa, tornando-a fértil. Filha das nuvens e das tempestades, a chuva era também relacionada ao fogo, além da água.
Na Índia, o deus Indra era a manifestação divina do raio que dava origem à chuva e tornava férteis os campos, as mulheres e os animais. As mulheres grávidas na Índia são comparadas à chuva, como nascentes auspiciosas plenas de toda a riqueza e abundância. No Islão eram os anjos enviados por Deus que transportavam as gotas de chuva, uma ideia que também existe na Índia, onde os seres sutis se deslocam para a terra nas gotas de chuva. No Oriente, tanto na China como na Índia, considerava-se que a chuva era uma manifestação do céu, o princípio ativo, masculino e fecundante, mas ela tinha uma natureza lunar, Yin, enquanto o orvalho, também lunar, era Yan

terça-feira, 10 de maio de 2011

Meus versos vivos te farão viver


Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.